Guia ortopédico para pacientes
Fratura subtrocantérica do fêmur
A fratura subtrocantérica ocorre logo abaixo dos trocânteres do fêmur, em uma região submetida a forças musculares e cargas elevadas. Pode acontecer após trauma de alta energia ou em osso fragilizado.

Como essa condição acontece?
Os músculos tendem a deslocar os fragmentos, produzindo angulação e encurtamento. A região possui predominância de osso cortical, e a consolidação pode ser exigente. Alguns padrões transversos após trauma mínimo merecem investigação de fratura atípica e avaliação do fêmur oposto.
Principais sintomas e sinais
- dor intensa no quadril ou parte alta da coxa
- incapacidade de apoiar
- encurtamento ou rotação da perna
- em fratura por estresse, dor progressiva na coxa antes da quebra completa
Como é feito o diagnóstico?
Radiografias incluem todo o fêmur e quadril. Tomografia é reservada para dúvidas específicas. Em padrões atípicos, a outra coxa pode ser examinada e radiografada. Condições metabólicas, medicamentos e saúde óssea também são avaliados.
Opções de tratamento
A maioria é tratada cirurgicamente, geralmente com haste intramedular longa, que neutraliza forças na região. Placas são usadas em situações selecionadas. Redução adequada do alinhamento e contato ósseo favorece a consolidação. Fraturas incompletas atípicas podem precisar de conduta preventiva individualizada.
Como o tratamento é decidido?
Essa região recebe forças elevadas. O tratamento precisa corrigir varo, flexão e rotação; o implante não substitui uma redução adequada. Padrão, extensão, qualidade óssea e possibilidade de fratura atípica são avaliados, assim como o momento seguro para progressão de carga.
Decisão individualizada: o exame físico, as imagens, a condição clínica e os objetivos do paciente precisam ser analisados em conjunto.
Recuperação e acompanhamento
Mobilização e apoio dependem da estabilidade obtida e da qualidade óssea. Radiografias acompanham consolidação e alinhamento. Fisioterapia recupera marcha e força. O cuidado inclui investigação de osteoporose e fatores que atrasam a união.
Dúvidas frequentes
Por que usar uma haste longa?
Ela compartilha a carga ao longo do fêmur e estabiliza uma região de altas forças.
A outra perna precisa ser examinada?
Nos padrões atípicos, sim, porque alterações podem ocorrer nos dois fêmures.
Pode demorar a consolidar?
Sim. Alinhamento, estabilidade, biologia local e saúde geral influenciam o tempo.